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Agora que pertenço aos "Veteranos" parece que ainda foi ontem que por ali andava com a "maltinha" a juntar-se na sede antes de rumar ao Paulo da Gama para mais um treino.
Os anos passam, mas é uma satiafação enorme continuar a pertencer á familia Torrense, e continuar na modalidade que realmente me faz feliz.
Ontem foi a estreia, e apesar de ser tudo num clima de "a feijões", foi bom voltar a rever velhos colegas, e a sentir o cheiro do pavilhão.
Confesso que me custou a adormecer, isto está-me mais no sangue do que o que eu pensava.
Para a semana há mais, na próxima quarta feira, e seja a jogar ou a seguir no "malecas" (como alguém ontem gracejou), estarei lá.
Nuno Silva
Fonte: Newsletter IFCT
Visitem a página oficial do clube em www.ifctorrense.pt
“Dinâmica de vitória
Dinâmica de Vitória
Começo este texto por dizer que hoje, Domingo, sinto-me muito satisfeito por tudo o que aconteceu no dia de ontem, e que são esses dias que fazem com que tudo valha a pena…
Apesar da vitória, já há alguns fins-de-semana bastante desejada, ontem finalmente conseguimos bater o Lagoa num jogo muito disputado e com bastante emoção.
Obviamente, que a vitória, e a dinâmica por ela criada, acarreta logo outras emoções outras vivências, mas não posso identificar apenas a vitória como o factor único para a minha satisfação de hoje.
Tudo começa na concentração pelas 15:30 no pavilhão do clube, com os primeiros cumprimentos e as primeiras trocas de palavras entre nós, o apalpar inicial do estado de espírito da malta. A primeira tentativa de começar a elevar o moral das tropas, mesmo á custa do próprio pescoço (se perdêssemos não jogava mais, digo eu...), os primeiros despertares e tudo começou…
O dispor da malta no autocarro, os mais “manguelas” sempre atrás, alguns ainda para dormir o que faltava da noite anterior (sabe-se lá porquê, mas confesso que já tive a idade deles e como os compreendo), a cartada para descontrair e distrair, envolvendo alguma batota á mistura, a paragem técnica para o “bolinho” da parte da D.ª Fernanda e filha, as piadolas do costume e as história de Guerra trocadas entre nós, já tantas vezes que todos as sabem de cor, mas contadas como se da primeira vez se tratassem e colocando sempre aquele “frisson” quando se trata de puxar pelos “galões” de cada um.
Passamos para o nervosismo antes do jogo, o vestir do equipamento, as massagens para as mossas, muitas delas já crónicas e sem remédio algum, as palavras do mister, a galvanização geral, o juntar de mãos, o grito “TORRENSE” e a primeira entrada em campo.
O aquecimento começado sempre a tentar disfarçar algum nervosismo, dando sempre a imagem de que está tudo sobre controlo e que são eles que nos têm de temer, o rolar das bolas e quando se dá por ela já estamos dentro do jogo… As palavras de alento, os gritos, os gestos, as expressões entre nós, os gritos de alegria seguidos de abanar de cabeça de desalento pelo falhanço vindo novamente a alegria, gritando para dentro que está ganho, o olhar de confiança para o Mister no Banco, para os colegas “farfalhas” da bancada, e logo a seguir alguma descrença, eles passam para a frente, gritamos para cerrar fileiras, tentamos motivar, trocam-se posições, colegas, vamos forçando e finalmente ganhamos por um.
A euforia vivida, finalmente o esforço recompensado, o abraço do colectivo, e apesar de ser apenas mais um jogo do já longo campeonato, onde já nada está por decidir, os festejos e a alegria era a de uma final da “champions”.
A hora já era tardia, a fome apertava realmente, íamos a caminho de Messines para jantarmos no Agricultor, a casa de pasto habitual já há mais de 18 anos. A festa conjunta e os nossos parabéns aos Messinenses e ao seu clube pela vitória no futebol, cantamos LOOOO LO LO LO LOOOOOOLO, e mais um medronho “bota abaixo”.
No autocarro de regresso, um whisky-cola para o caminho e mais histórias de guerra, algumas, muitas, quase todas, as mesmas de há poucas horas atrás, da semana passada, do mês passado do ano anterior de todos os dias…
Finalmente chegamos, já são 4 da manhã, ainda se houve alguém dizer “devo ser doido para andar nisto”.
Por todo este dia, e por já o ter vivido vezes sem conta, ao longo de muitos anos, como se da primeira vez se tratasse, que o digo… “hoje sinto-me realmente feliz por andar no andebol.
ABRAÇO malta, e carga que para a semana há mais…
King,”